nostalgia

uma garota nostálgica



Domingo, Maio 27, 2007

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A FALTA DO QUE NÃO SOU E A PRESENÇA DO QUE QUERIA SER


Estou na janela de Campinas. Filtrando as informações que adquiro. Analisando as frustrações que omito. Alterando as noções do que sinto.

Queria ter alguma coisa em que pensar. Mas enquanto não encontro, fico a perder tempo olhando pro infinito, que é o meu ser.

Ser ou não ser? Já não sei se sou, se vou ser, se conseguirei. Por enquanto não sou, só sinto.

Sinto a falta do que não sou e a presença do que queria ser. Mas ainda não sou. Porque não sei o que querer. O que fazer. Por que mudar. Do que gostar. O que buscar.

Se sou só, deveria saber o que sou. Sou um ser só. Um único ser, e só. Solitário. Deixado de lado. Esquecido. Inflamado. Na penumbra. Na janela do quarto olhando o infinito do meu ser, que ainda não é. Sem saber.

Enquanto ainda puder enxergar este grafite que dança, fazendo piruetas, sobre o alvo papel, tentarei me expressar, mesmo sem saber o que virá no próximo acalcar da lapiseira.

Acalco meu interior e tento me mostrar, ver, entender. O quê? O quê? Sinto que não tenho o que ver, ou ser, ou saber.

Será que todo mundo pensa tanto assim? Aposto que não. Se fosse assim, ninguém faria mais nada e ia viver de filosofia. Contando pras paredes tudo o que pensa, já que todo o resto seria ocupado demais com suas próprias teorias de vida pra ler mais outra filosofia gratuita.

Às vezes sinto que o mundo vai explodir de tanta informação. Se em cada casa do mundo existir uma única pessoa pensante que escreva, conte, ou só pense, já teríamos muita teoria sobre tantos assuntos, novos ou não.

Queria acessar pessoas com raciocínio parecido com o meu.

E o garrancho que vem depois do fim da luz...

postado por: CAMILA BELLATINI 12:59 AM Comments:


Domingo, Maio 20, 2007

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RIA DE MIM

Por uma janela vejo outras
Enfileiradas a tapar o horizonte
Tento ver além
E com meu olhar atravessar todo aquele concreto

Mas não é possível
Não se pode ver através de um sonho
Não se devem idealizar situações impossíveis

Já te disseram isso antes!
Então, por que ainda tenta?
Por que não desiste?
Por que insiste?
Desiste, desiste!

. . .
. . .
. . .

Pensei em não tentar
Em desistir
Em me entregar

Seria bem mais fácil
Sim, seria

Se eu tivesse abandonado o sonho
Seria mais fácil
Se eu não tivesse lutado pra me adaptar
Seria
Se os meus instintos tivessem me guiado
Seria

Se
Seria
Se
Seria
Se ...
....Ria
....Ria agora
....Não me importa ...
............................Ria
............................Se ri agora
............................É porque ontem já chorou
............................Séria estou
............................Seria o frio?
............................Ou o amor perdido?

............................Seria
................................ria...

postado por: CAMILA BELLATINI 2:52 AM Comments:


Quarta-feira, Maio 02, 2007

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O VENTO (NÃO SÓ VENTA)

Hoje, agora, percebi que adoro ventos!
É, ventos!
Correntes de ar,
ares que correm em grupo,
um segurando no outro,
como crianças a brincar de roda.

Só que sem a roda.
E sem as crianças.
E sem o brincar.

O vento não brinca.
Ele sopra.
Só sopra.
É só o que o vento sabe fazer.

Mas por somente soprar,
ele sopra muito bem!
Melhor que qualquer um que já soprou!

Ele sopra papel, plástico,
sacola, saia,
cabelo, coqueiro,
lencinho, lençol,
árvore, arbusto,
sinos, sons...

Sim, também sabe tocar sons!
O vento também é músico!
É, músico!
Músico que sopra instrumentos!
Instrumentos de sopro!

Mas não instrumentos comuns,
como a flauta, o saxofone, o trompete.
Ele toca instrumentos invisíveis aos humanos.

Somente os ventos são capazes de enxergar seus instrumentos de sopro!
E por isso, tem gente que os considera mágicos!

Então, vento também faz mágica!
Ele pode transportar coisas que nós não podemos!
E, se quiser, pode fazer isso com tremenda rapidez!

O vento pode nos trazer,
antes mesmo de nos darmos conta,
as gotas de uma chuva que caiu antes em outro lugar,
o som de uma música que tocou em outro lar,
a semente de uma planta que brotou em outro jardim,
a fumaça que saiu de um outro capim...

E assim voa o vento,
levando as horas embora.

Quando está bravo, pode fazer o tempo passar rapidinho!
Quando está contente, faz o tempo perdurar por um tanto bem maior.
E tudo depende do humor do vento, apenas...

É... o vento,
invisível,
pode levar a gente de um momento pro outro
sem a gente se dar conta.

Cuidado com o vento,
que venta sem se ver,
mas que deixa rastros por onde passa.

postado por: CAMILA BELLATINI 11:25 AM Comments:


Quinta-feira, Abril 05, 2007

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JANELA

Janela é foto tridimensional
É ao vivo, verdadeira, atual
É imagem que ainda não se viu
É vento que niguém antes sentiu

Janela é tempo livre
É calor, é frio
É nostalgia breve
Eco de um cão que latiu

Janelas são os olhos que deixamos em casa
São misteriosas por trás das cortinas
São milhares de expectadoras retinas
São milhões de pupilas dilatadas

Janelas tímidas andam disfarçadas
Sobem bem alto e se fingem de estrelas
Giram o mundo e nunca se cansam de observar
Os olhos que, todo dia, a noite faz brilhar

postado por: CAMILA BELLATINI 1:13 AM Comments:


Quinta-feira, Março 22, 2007

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QUE BOM!

Que bom que estou me sentindo mais gente
E distante daquelas preocupações de arquiteta
Parece que me encontrei, e posso até jurar que
Quando me vi naquela esquina, a olhar aquele muro branco,
Senti pena e logo resolvi me tirar dali
Daquele lugar, no cruzamento de vidas defeituosas,
Sem vegetação que me proporcionasse sombra ou descanso
E sem amigos a oferecer os ombros sem zelo

Peguei na minha mão e me levei dali
Pra onde, nem eu sabia bem dizer
Só sabia que era pra bem longe daquela esquina

E fomos, de mãos dadas, encarar o que o mundo nos mostrava
Andamos, tropeçamos, caímos, nos ferimos, choramos
Mas sempre nos olhávamos nos olhos, levantávamos
E seguíamos com cabeça erguida

E foi então, depois de muito caminhar, cair, chorar
Que avistamos novas possibilidades, tão coloridas e vivas
Dançavam no outro lado do vale, sobre a outra colina
E nos pusemos decididamente a seguir aquelas cores tão bonitas

No outro lado da colina pudemos tocar aquelas cores
E notar como era diferente a sensação do toque
Sentir sua temperatura, seu cheiro, seu pulsar
Perceber que algumas coisas pequenas da vida
Pequenas mudanças, pequenos gestos e sorrisos
Nos completam com o mais puro amor que se pode sentir

postado por: CAMILA BELLATINI 10:00 AM Comments:


Quinta-feira, Março 15, 2007

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São Paulo, 1° de junho de 2006.

Como o tempo passa, apressado, pressionando nossas vidas!

Já começa um novo mês, o mês do meio do ano;
que antecede as férias;
que dá início à alegria de um descanso tão próximo,
e à tristeza de um semestre que se finda.
Assim é linda a vida.

Comprida.
Cumpridas as obrigações,
aprendidas as lições,
aí a música pode fluir.

Nos embalar, animar, colorir.
Ver a luz sobre os objetos que nossos olhos abraçam.
E tudo é um mar de cores,
que bailam e cativam nossas pupilas.

A vida é.
É, simplesmente, linda,
esplêndida!

Tantas maravilhas!
Tantas memórias que não vou esquecer!
Tantos momentos que não quero deixar de viver!
Tanta liberdade que me envolve em cada instante,
presa no elevador de um prédio de 13, 4, 32 andares!

E eu subo,
subo,
muitos vêm,
muitos vão,
e eu persisto.

Chego ao último patamar.
Então saio!

Não, a vitória não está aí.
Está a milhas de distância,
mas acena para mim,
do outro canto da cidade,
toda vez que a cidade prende minha atenção.

Do topo do grande edifício,
aquele que um dia fora proibido,
mas que hoje é o início de uma longa jornada
rumo à liberdade!

postado por: CAMILA BELLATINI 10:03 AM Comments:


Sábado, Março 10, 2007

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Estou em casa numa manhã um tanto tediosa. Estar em Campinas parece sempre tão monótono. E é. Mas por que insisto em voltar ao lar, se não me agrada? Se sou mais livre e se tenho mais opções em São Paulo? Por que este céu me é, ainda, atraente?

Acho que é porque, de certa forma, a cor das nuvens daqui ainda me trazem um conforto. Um pouso para o olhar descansar da correria diária. Como o colo de mãe para um bebê, o colo que o amamenta e que mostra como as coisas estão bem, e que não há perigo de desastres se achegarem ao seu redor.

Minha cachorra ao pé da cadeira do escritório, o cheiro de frango assado na cerveja ao se aproximar a hora do almoço, o vento que adentra o ambiente, que cruza de uma janela à outra, o aconchego do piso de madeira que me sustenta.

A TV a cabo que não assisto, o rádio e o violão, que já não são meus, que doei, que não mais quis. Que empresto quando venho, porque sinto falta, porque ainda gosto, porque ainda sinto que foram meus um dia, no início. Como filhos meus.

O céu sempre aberto que acolhe e que aquece meu coração, o mesmo coração que se petrifica a cada dia em que permaneço em São Paulo. Aquela cidade que é maravilhosa e, ao mesmo tempo, horrível e hostil. Que encanta pelas possibilidades, mas frustra pela imensidão, que acaba por separar corpos parecidos.

O céu lá fora está azul claro. As nuvens, brancas como leite. O vento, fresco e abundante. E eu aqui dentro, a observar pela janela de madeira. E eu aqui, a temer a violência do portão pra fora. E eu aqui, a me esconder dos visinhos que não me querem bem, e que negam seu entorno e o senso de coletividade, assim como eu.

Não ouço música alguma, mas toco alguns acordes mal ensaiados no violão. O violão que não sei bem como tocar, que toco por instinto, que gosto tanto de tocar pra poder cantar as músicas que só eu gosto, por aqui. Aqui, onde as pessoas parecem ser, por horas, tão distintas de mim.

O que ouço, que não é música, são sons longínquos, de aviões e helicópteros e planadores. De cachorros irados. De ovelhas e de pavões, ilegalmente criados neste bairro restritamente residencial. Dos pedreiros que conversam e que ouvem sertanejo, às vezes, na obra da frente de casa. Das brigas do casal vizinho. Das risadas das crianças que estão na área de lazer do outro vizinho, que tentam se divertir na piscina com um ¿Palhaço Comilão¿, contratado para desviá-las da vontade de brincar na rua.

E isso é o que ouço quando não toco violão. Quando desligo o rádio, o mp3 player, o computador.

postado por: CAMILA BELLATINI 6:30 PM Comments:


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Como é que uma música pode soar como nostalgia
Sem eu nunca a ter ouvido antes?
Parece que voltei três anos... 2003... seriam quatro?

E eu me vejo te vendo, vindo
Me olhando, te olho, te gosto, te admiro

E tudo aquilo que eu vivi parece, agora, um clipe bonito
Um clipe bonito que eu criei agora
Daquilo que eu podia ter vivido, mas esqueci

Você entrava sorrindo, todo dia, só
Olhava sério para frente, e subia a rampa
Você e sua boina e eu te vendo entrar

E você que fingia não saber que eu te seguia
Com meu olhar encantado, feito vidro, a te mirar

E de novo ouço o som da nostalgia
Que veio beijar-me as pontas dos dedos
E sacudir meu cabelo
E agitar meu coração

Toda vez que ouço, memórias me vêm
E sou tão feliz que nem sei como pode ser

postado por: CAMILA BELLATINI 11:38 AM Comments:


Sexta-feira, Março 09, 2007

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São Paulo, 16 de fevereiro de 2007 - 7:45 am

A porta
Fechei a porta
A parte do mundo na qual me insiro, todo dia, das 9h às 19h, ficou além dela
Quando quero, posso olhar pelo buraco da fechadura
Quando quer, não pode me ver, estou trancada, segura no interior

E todo dia, quando me fecho na fechadura
Retiro minha fantasia cotidiana
Me retiro do mundo formal
Me insiro na verdade que realmente me compõe

A minha verdade
Meu segredo que nunca revelo a ninguém
Aquilo que me envergonha e que não mostro
Que é o que tenho de mais real, de melhor, e que temo

Temo que me descubram
Que me gostem
E me amem
E me queiram

Meu verdadeiro cheiro, despido da poluição das avenidas da cidade cinzenta
Meus gestos únicos
As músicas que gosto
Os meus silêncios e as minhas orações inaudíveis

Se é o que tenho de mais puro
O que me torna singular e me qualifica como ser humano
Se tenho tantos diferenciais, que aprecio
Por que, então, uso a máscara?
Por que todos usamos máscaras?
Ainda não é carnaval, hoje é véspera
E as usamos todos os dias, mesmo nos mais sérios e tristes
Nos felizes e ensolarados

Não nos transmitimos para o que há de insensível no mundo
Não revelamos nossas pérolas, nossas jóias raras
Como se fossem ilegais e imorais
Não queremos nos corromper num mundo malicioso e cruel

Então, quando estou sozinha
É que tenho personalidade
E me mostro
E me toco
E me sinto
E me ouço
E que entendo porque sou tão complicada e tão diferente
E porque meus sentimentos não correspondem com a realidade formal
Do mundo das máscaras frias em que vivo

postado por: CAMILA BELLATINI 5:18 PM Comments:


Quinta-feira, Março 08, 2007

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São Paulo, 1° de março de 2006

Ei. Hoje é dia 1° de março. Último dia de férias. Um quê de nostalgia no ar. Que triste é isso tudo!
Meu Deus! As férias acabaram! E no início parecia que durariam a eternidade! Quem me dera... Quem me dera ter sempre esse tempo que agora tenho. Que tenho só agora, visto que amanhã já não o terei mais. Ah, que agonia!
Hoje ainda vou ao escritório. Despedir-me-ei daquelas pessoas, por um bom tempo. As verei novamente? Talvez não.
E amanhã... Agitação durante o dia. Solidão à noite. E vai ser sempre assim. Até o fim do ano, até o fim da faculdade, até o fim... Até a velhice chegar e a aposentadoria me sustentar até o fim. Até o dia que todos estivermos cansados demais para acordar e levar ouro dia adiante. Até... Fim.
Hoje, o fim, o começo. Preparo minhas malas para começar mais um semestre. Fecho o portão das férias amanhã bem cedo. É o ponto de contato. Fim. Começo.
Que bonito é tudo isso.
E todos estarão lá, novamente, amanhã pela manhã. Vou cumprimentar-lhes, sorrir. Fingir. Fugir do real.
E aquilo que fiz por três meses não se repetirá. Não com tal freqüência. Não da forma tão boa.

O tempo. Ele é o responsável. Ele nos guia. O mestre mor. Ele não gosta da gente. Ele judia da gente. A cada dia. Todo dia. Cada ruga. Cada fio prata que nos aflora à testa. Cada doença. Ele nos aplica tudo, nos impede de fluir. E nos direciona ao mesmo lugar.

O fim. O começo vem depois. Sempre.

postado por: CAMILA BELLATINI 8:25 PM Comments:


Terça-feira, Março 06, 2007

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E assim passa a vida
Como se não tivéssemos vivido
Como se não soubéssemos ter feito

Um vulcão que despeja sua fúria
Seu incerto desejo de transbordar
De fluir, ir, não sabe pra onde ou quê

Sensacional, exorbitante, forte, vermelho, quente
E todas as cinzas que ficam pra trás
Que mostram o percurso, evidenciam os fatos
Todos os desejos esquecidos
As tramas apertadas
Os tortos e as pedras

E será que um dia irei esquecer? Ou lembrar?
Do sentimento inocente, da angústia, da maciez de um rosto ainda jovem
Que não vai durar, que não durou, que se esgotou ao passo dos minutos que não soubemos viver
Ou que não tivemos chances de ver
Ou da felicidade sucumbida pelo medo de ser alguém melhor
Ou pela falta de tempo, o tempo que traz alegria e mostra as virtudes das coisas tristes
Não tivemos tempo de descobrir as virtudes
Não tivemos tempo de gritar, chorar, ser vivos

E por que não percebemos antes? Por que não tentamos?
Onde existíamos então? Na beleza de uma mentira imperfeita?
Carregados por uma vivência monótona e superficial
Pessoas que se vão, que não estarão lá quando soubermos o porquê do sofrimento
Não se lembrarão da maciez, da cor dos olhos, tom da pele, som do riso

Onde estávamos? O que queríamos? Por que lutamos? Pelo que?
E hoje como é? O que temos? O que somos? Alegres? Ou são lembranças?
Que não aconteceram, que amorteceram, que morreram num tempo longínquo?

Hoje o céu está azul, azul escuro, cor de frio, falta de sentimento, do que fazer
Hoje o vento sopra, na minha, na sua janela. Tudo assim comum
E como é que poderia ser? Se é assim que tem que ser
Se é assim que escolhemos, se o erro foi nosso, foi meu e seu

O que tenho?
Azul, vento, eu mesma e o gosto por ser só

13-07-2006

postado por: CAMILA BELLATINI 10:24 AM Comments:


Sábado, Março 03, 2007

Comentários.
Onde está?

Onde está?

Não acho, não sei o que procurar, como matar o tempo
Onde te acho, onde está, por que se esconde?
Qual o meu problema? Eu não deveria procurar...
Tudo deveria apenas ser...
Ser e estar

Deveria estar a aproveitar melhor essa minha vida
A vida das Camilas fantasiadas que se esparramam pelas ruas da cidade grande
A cada dia, tentando ser alguém mais forte e mais profunda
E fazer diferença pra alguém
E se sentindo estúpida por ser tão mediocremente errada, sempre

Sempre do lado errado da rua
A esperar o farol fechar pros carros
A procurar nos olhos confusos que me cercam
As definições para todas as palavras que eu mesma criei
Em minhas jornadas mentais para o mundo fantástico da perfeição

E as pessoas que vão caindo, saindo da minha lista dos amigos online no MSN
Elas, que têm algo melhor pra fazer, alguém melhor pra conhecer
Um rosto amigo pra mirar e uma palavra de consolo pra ouvir
Frases de amor e de alegria pra distribuir aos que conhece ou não
Aos que merecem ou não
Aos que querem ou não

O que fazer, como encontrar, pra que continuar assim, qual a motivação?
Perguntas que não se libertam de mim, que não existem sem minhas idéias

Queria me libertar, me ver livre dos questionamentos, das tentações, da razão
Queria encontrar esse lugar divino repleto de amor e de carinho
De pessoas amigas que não se importam tanto com minhas falhas
Que me gostam pelo esforço, pela batalha que não deixo

Pelos amigos que preferi não fazer
Pelos dias que preferi não viver
Pelas experiências que ainda não tive
E as que não vou ter

Queria ser alguém um pouco mais digno e profundo
Alguém que fizesse sentido pra alguém
Que valesse a pena para alguém especial

Mas por enquanto, tudo igual
Nada veio de graça e por tudo batalho
E não me entrego jamais
Sou orgulhosa e insistente
E me magôo a cada sim que deveria ser não
Para não magoar alguém que não me gosta


Camila Bellatini
17 de fevereiro de 2007 (CARNAVAL ¿ 02:14h)

postado por: CAMILA BELLATINI 11:51 PM Comments:


Domingo, Novembro 05, 2006

Comentários.
Eu, a solidão e o pessimismo que me persegue

É tão difícil entender, tão difícil, tão ...
Acho que é por isso que eu fiz essas opções na vida, tantas vezes já.
Melhor gastar o tempo num cálculo bobo de resistência de estruturas.
Melhor cantar músicas do passado imaginando como devia ser bom viver naquela época mágica.
Melhor escrever quando estou triste, pra produzir pelo menos algo nos momentos de tortura interior.
Melhor esquecer que a vida social existe que enfrentar as dificuldades.

Isso tudo é derrotismo, é aceitação, é submissão, é falta de caráter.
Mas se é mais fácil assim e, mesmo assim, já é tão difícil...
Como pode ser? O que é certo? Quem dá os exemplos do que fazer? Quais são as vidas que significam realmente algo?

Um dia eu tive em que acreditar. Sonhos, desejos, crenças.
Hoje, não sinto que devo evoluir. Quem verá? Só a minha satisfação não basta, pois não acredito em mim mesma. Enquanto não houver um estímulo, nada acontecerá.

E as pessoas são felizes. Talvez não pensem tanto nisso... ou nada...

postado por: CAMILA BELLATINI 5:32 PM Comments:


Quarta-feira, Outubro 25, 2006

Comentários.
"Meu Mundo e Nada Mais" - Guilherme Arantes


Quando eu fui ferido vi tudo mudar
Das verdades que eu sabia

Só sobraram restos que eu não esqueci
Toda aquela paz que eu tinha

Eu que tinha tudo hoje estou mudo, estou mudado
À meia-noite, à meia luz, pensando
Daria tudo por um modo de esquecer

Eu queria tanto estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz, sonhando
Daria tudo por meu mundo e nada mais

Não estou bem certo se ainda vou sorrir
Sem um traço de amargura

Como ser mais livre, como ser capaz
de enxergar um novo dia



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É estranho lembrar dos tempos em que meu pai cantava essa música enquanto trabalhava no quarto. Eu tinha meus 7, 8 anos... até menos.
Naquela época não éramos capazes de imaginar as marcas que a vida nos deixaria, e deixará ainda mais, até o fim. Até quando ainda pudermos aguentar.
Ninguém disse que ia ser fácil. Tentaram avisar que não o seria. Mas foi difícil de entender. É difícil entender as tristezas. Tão mais fácil é ser feliz, não? Deveria ser.
Estranho, estranho estranho.

Éramos felizes? Seremos felizes em todos os passados. Todos os futuros serão nostálgicos com um ar de arrependimento. Será que poderia ter feito mais? Ter sido mais feliz? Deixado as preocupações para depois? Vivido o presente. Tudo o que temos agora, hoje, já?
Mas vamos viver assim.

A felicidade nos procura, mas teimamos em nos esconder dela. Temos medo.
Queria não ter medo.
Queria ter certeza.
Queria poder mudar os sentimentos de quem amo. Para que ele não sofresse assim.
De medo.
De incerteza.

"Eu queria tanto não ter consciência agora. Queria ser livre e inocente."

postado por: CAMILA BELLATINI 10:33 PM Comments:


Sábado, Junho 17, 2006

Comentários.
"..." - Coldplay


"ESTOU PERDIDA NO FUNDO DE UM MAR GELADO E SEM VIDA.
Olho para os lados e nada vejo. Talvez seja a escuridão. Então sento, imóvel, e tento sentir a presença de algum outro ser vivente. Mas não há nada lá. Nem aqui, nem ali. Nada se move, ou respira, ou resmunga. Tudo é silêncio e solidão. O escuro invadiu todas as almas e formas que por aqui já passaram. Não há nada além de trevas e resquícios de sonhos não realizados. Tento nadar. Mas este mar é infinito, e quieto, e frio. Mal ouço as batidas de meu próprio coração. Não tenho coragem para ouvir meus pensamentos, para trilhar meu destino. Meu destino? Deveria ser meu emocional, guiado pelo coração. Mas este já não vive mais. Está gelado como o mar que me abraça, que, lá no fundo, onde estou, é solidão, é desprezo, é silêncio, é desilusão. Só me resta esperar matando o tempo. Até que algo mude, até um milagre, uma claridade, um som, uma melodia. Ou então, até que o sopro fino e fraco da morte chegue até meus braços e me leve para o além. O além do que conhecemos... o além da possibilidade de mudar algo no mundo dos vivos."

Escrito em 10/02/2005. Retirado do caderno de memórias de Camila Bellatini.
Acredito ter sofrido uma influência da livro ¿A História Sem Fim¿, de Ende M. neste texto. Talvez o estivesse lendo na época. Acho que foi isso mesmo...

Tanto tempo se passou e o sentimento ainda é o mesmo. Que devo fazer? Será tudo isto já parte de minha personalidade? Temo não poder descartar essas emoções jamais...

Triste. E muito...

postado por: CAMILA BELLATINI 10:51 PM Comments:




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